Olá queridos leitores ♥
Devia ter feito essa introdução antes do meu primeiro conto mas acaba sendo bom ter invertido a ordem já que agora sei a opinião de vocês a respeito do começo.
Pretendo escrever um livro até o fim do ano que vem (como muitos já sabem) e o intuito deste blog é apresentar o universo onde ele se passará pra irem se acostumando com ele. Todavia o maior dos motivos pra criação do blog era eu saber a reação de vocês e continuar me motivando e melhorando com o processo.
Eu tenho um "leve problema" com pontuação, como puderam perceber e estou estudando para melhorar isso. Eu sei sentir o que escrevo, sentir o sentimento que tento descrever e as vezes a vontade de dizer e o medo que eu me distraia e isso escape me acomete e erro uns pontos, vírgulas e coisinhas assim.
Continuem lendo e dando seus pitacos sem medo !
Assim que possível postarei o próximo.
ps. Nem tudo que tiver no blog com os contos terá no livro final e vice-versa. :3 ~
quinta-feira, 15 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Os inventores - parte 1
A invenção do mundo e da tristeza
Nesse mesmo universo que vivemos é que tudo começou. No princípio era o nada, o escuro e tudo se fez como mágica, como uma brincadeira de coisas muito pequenas e invisíveis que teciam as teias do universo num emaranhado de criações diversas e muito belas, sobretudo, harmoniosas. Eis que em um desse gigantesco complexo de teias surgiu um nó mal feito e passou despercebido pelos mini-seres que apenas se divertiam exercitando sua criatividade por cá e por acolá.
Quando tudo havia se acabado e notaram o nó já era tarde demais, o nó estava muito enraizado e aos poucos cada sub-complexo foi tomando vida e complexos maiores viraram planetas, estrelas e sóis. Este nó mal formulado foi o ultimo a ganhar vida e dali surgiu o ser humano, que se espalhou rápido como uma doença contagiosa por todo o planeta. Era o único ser vivo que não se encaixava bem em nada.
Esses mini-seres que não se sabe o nome até hoje, vendo o que tinham feito, resolveram dar um jeito na situação e fazer do corpo de alguns homens e mulheres seus próprios corpos, esses seriam os inventores, seres imortais que teriam a capacidade de disseminar o que era de vontade do serzinho que de tão pequenos só tinham cada qual uma invenção e dela cuidavam como podiam.
Um inventor criou a alegria e usualmente assumia a forma de uma criança, que é a época de maior alegria sem motivos do ser humano. Seu dever era disseminar a alegria e dava este mesmo dom a algumas pessoas, por sorte você já terá conhecido alguém assim, que lhe leva a alegria e não a deixa ir embora mais, que faz seu coração ficar tão cheio dela que ao menos por um dia nada poderá mudar seu humor.
Este inventor era Oriba – “O Alegre” que tinha como principal passatempo as festas, não perdia e não ia como criança não, ia como moço bonito, faceiro e paquerador. Num desses galanteios festivos acabou por conhecer Kaila – “A que gosta de viver” e surgiu a maior sintonia, foi dança até o sol raiar e ora ele lhe roubava um beijo, ora ela o fazia e assim eles foram se enamorando e a festa acabou-se mas aquele encontro acabar-se não ia. Houve ainda muito riso na mata, mergulho em cachoeiras e sono na rede até que um dia, não mais do que de repente, descobriram que não sabiam mais viver afastados e foi tão natural que se sucederam as coisas que até houve espanto !
Numa bela noite de inverno quando se esquentavam um no outro, se olharam, e foi tão intenso que não havia necessidade de nenhuma cerimônia ou testemunhos, só uma única jura, “a de amor eterno”, coisa que eles acabavam de inventar pois o inventor do amor ainda não criará todos os tipos de amor nessa época. E então houve muito amor, amor que sufocava, que deixava a respiração ofegante e o corpo trêmulo apenas indo as cegas em busca do outro, em busca de uma união inseparavel. Pois foi desse amor que durou muitos dias que nasceu Abayomi – A Feliz, mais uma inventora, que ao contrário do pai volatil em sua alegria, nunca se entristecia ou desanimava posto que a felicidade é assim, leve e constante. Nada podia ser mais pleno do que aquela infindavel alegria deles.
Numa bela noite de inverno quando se esquentavam um no outro, se olharam, e foi tão intenso que não havia necessidade de nenhuma cerimônia ou testemunhos, só uma única jura, “a de amor eterno”, coisa que eles acabavam de inventar pois o inventor do amor ainda não criará todos os tipos de amor nessa época. E então houve muito amor, amor que sufocava, que deixava a respiração ofegante e o corpo trêmulo apenas indo as cegas em busca do outro, em busca de uma união inseparavel. Pois foi desse amor que durou muitos dias que nasceu Abayomi – A Feliz, mais uma inventora, que ao contrário do pai volatil em sua alegria, nunca se entristecia ou desanimava posto que a felicidade é assim, leve e constante. Nada podia ser mais pleno do que aquela infindavel alegria deles.
Enquanto isso em outra parte do mundo, numa região árida e seca estava Arabi que não era uma inventora má no príncipio também, ela queria ajudar todos os bichos, mata e gente que sofria com a seca, e muitas noites chorou baixinho por aqueles que sofriam e suas lágrimas fizeram alguns lençóis freáticos que não resolviam de todo o problema e a tristeza não ia embora. Trabalhava e trabalhava sem folga e quando soube de tamanha alegria descabida se enraiveceu. Como os inventores da alegria, felicidade e do gosto de viver podiam ter se esquecido de passar por aquela região? Esses sentimentos são um tanto esquecidos mesmo, por vezes estão tão felizes que não se lembram dos demais. Na sua raiva, Arabi – “lindas lágrimas”, criou a Roda-Viva que nada mais era do que aqueles brinquedos de girar, só que essa era a mais bonita que existia e que viria a existir algum dia. O propósito de tanta beleza era que, caso encontrada, a vontade de rodar junto com ela seria tão grande que não se poderia resistir. Tinha o poder de mudar destinos, de iludir as pessoas de confundir real com nossa própria imaginação, era um brinquedo ímpar que uma vez que a Roda rodasse podia ser a maior amiga ou inimiga dependendo das reais intenções de quem rodava ali sem saber onde estava se metendo, mas não se preocupe meu amigo, achar este brinquedo magnífico não é tarefa fácil, a roda-viva podia mudar o destino, mas tem que ser parte do destino da pessoa encontra-la, suas escolhas na vida devem traçar um caminho em direção a ela, quem a procurar não irá acha-la, apenas quem a merecer ou dela precisar.
A primeira rodada que Arabi deu fez com que criasse a crença mundial em "Deus e Diabo" e muita gente se esconde atrás deles quado não tem uma resposta melhor, os inventores foram esquecidos pela humanidade, continuavam com seu trabalho, mas sem nenhum reconhecimento, sem gente para adorá-los.
Então ela parou e voltou seu trabalho só que ninguém mais sabia quem era ela, foi então que ela virou Arabi – “a triste”, e suas lágrimas agora faziam cachoeira, corredeiras, terriveis rios perigosos que rumavam para o mar para ter o gosto salgado que a lágrima da gente tem ao chegar a boca.
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